| Universidade de Aveiro pretende abrir escola de turismo na China |
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| Escrito por CienciaPT | |
| 11-Dec-2012 | |
Protocolo é assinado dia 12 de dezembro, às 11h00, na Universidade de Aveiro com a presença de representantes do Governo Chinês e da Secretária de Estado do TurismoA Universidade de Aveiro (UA) vai assinar na próxima quarta-feira, dia 12 de dezembro, um protocolo com o governo da província chinesa de Guizhou, que faz da academia de Aveiro parceira no projeto da futura Escola Internacional de Turismo. A ser construída na cidade chinesa de Anshun, a instituição de ensino superior dedicada ao turismo, e que a China quer ver inaugurada dentro de dois anos, será gerida com a ajuda da UA que terá também a seu cargo a responsabilidade de coordenar cientificamente o ensino naquela instituição, quer através da criação dos programas letivos, quer através de um grupo de professores que, de forma residente, vão dar corpo à equipa docente local.
A cerimónia protocolar, que vai contar com representantes do governo da Província de Guizhou e de Cecília Meireles, Secretária de Estado do Turismo, compromete ainda a UA a receber, no final dos três anos de formação, os 20 melhores alunos de cada ano. O grupo virá para Aveiro frequentar a pós-graduação em turismo, sob o nome Advanced Course on Tourism and Hospitality Studies, que a academia tem já preparada a pensar especialmente nos estudantes chineses. Este é mais um passo no envolvimento da UA na formação académica em turismo na China. Já protocolado recentemente com a Guizhou Normal University, uma das universidades da província de Guizhou, está uma parceria que permitirá, já a partir do próximo ano letivo, que grupos de 20 a 30 alunos daquela universidade chinesa frequentem anualmente na academia de Aveiro a pós-graduação referida. Projeto pioneiro entre as universidades portuguesas «Esta é a primeira vez que uma universidade portuguesa cria condições para colaborar num projeto de ensino desta natureza e que se insere na internacionalização que se pretende para a economia nacional, não apenas no que diz respeito à indústria, mas também no que toca ao conhecimento que produzimos», aponta Carlos Costa, coordenador do Programa Doutoral em Turismo da UA. O responsável vai assumir a gestão e coordenação científica da nova instituição, duas missões que serão repartidas com dois professores universitários chineses. O pedido de colaboração da UA na formação de técnicos especializados na área do turismo na região de Guizhou, e mais concretamente na cidade de Anshun, surge numa altura em que aquela região chinesa tem em curso um forte investimento para fomentar o fluxo do turismo internacional. Anshun, com os seus 2,96 milhões de habitantes, e que já movimenta grande parte da sua economia graças ao turismo, quer alargar ainda mais a capacidade hoteleira e, consequentemente, o número de profissionais especializados na área. Sem uma instituição que forme profissionais para o setor do turismo, o governo local vê na UA o parceiro ideal para ultrapassar o desafio. A ligação da academia de Aveiro à Província de Guizhou conta com a articulação promovida pela Liga dos Chineses em Portugal, através do seu Presidente Y Ping Chow. A UA assinou recentemente com esta entidade um protocolo de colaboração. Professores de Aveiro lecionam na China«A Escola Internacional de Turismo de Anshun, que vai começar a ser construída de raiz», explica Carlos Costa, «suprime a lacuna daquela cidade não ter nenhuma escola que forme profissionais naquela área». A formação académica a ministrar por aquela instituição vai ter a duração de três anos e «pretende-se que os alunos tenham disciplinas lecionadas por professores chineses e por um conjunto residente de docentes da academia de Aveiro», adianta Carlos Costa. No final dos três anos, o conjunto dos 20 melhores alunos virão para a UA fazer a pós-graduação em turismo já preparada para receber também os finalistas da Guizhou Normal University. «Esta pós-graduação vai ser na área do Turismo e da Gestão Hoteleira e os alunos vão ter quatro meses de ensino em sala de aula e quatro meses de estágio em hotéis e restaurantes nacionais», desvenda o responsável. O estágio dos estudantes chineses no terreno vai decorrer em hotéis e restaurantes lusos, razão pela qual a UA chamou para o projeto a Secretaria de Estado do Turismo e a Associação da Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). «A UA podia fornecer e dar o curso aos alunos chineses de forma bilateral», explica Carlos Costa. No entanto, «resolvemos envolver a rede de escolas de hotelaria e turismo do país que estão na alçada da Secretaria de Estado do Turismo e os estabelecimentos ligados à AHRESP para que o programa de formação possa funcionar como motor de desenvolvimento da economia do país». A UA, aponta o responsável, «está claramente a prestar um serviço à economia nacional com o envolvimento de instituições da área da hotelaria, sejam hotéis e restaurantes, para que os estudantes levem de cá um sabor da economia nacional». Prevê a UA que «quando os estudantes chineses regressarem à China, uma das coisas que vão fazer é importarem e utilizarem produtos nacionais, sejam vinhos, azeite ou outros produtos tradicionais». De acordo com o Vice-Reitor da UA, Carlos Pascoal Neto, que recentemente se deslocou à Província de Guizhou para assinar o acordo com a Guizhou Normal University e aprofundar a relação com as autoridades académicas e governamentais locais, «a relação que agora se estabelece entre a UA e aquela região chinesa, na área do turismo, constitui a abertura de uma primeira porta para aprofundar a colaboração com esta província, nomeadamente nas frentes académica, científica, tecnológica e económica». O responsável lembra que «o reforço da ligação à China e à Ásia em geral é, a todos os níveis, estratégica para a UA». |
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