| Investigadores ensinam a combater a ansiedade em provas de avaliação |
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| Escrito por CienciaPT | |
| 09-Apr-2013 | |
No dia 5 de abril, realizou-se no auditório do Agrupamento de Escolas João Roiz, em Castelo Branco, o colóquio “A ansiedade em contexto escolar: as situações de exame ou provas de avaliação”, com a presença do docente do IPCB/Escola Superior de Educação Ernesto Candeias Martins (moderador), e dos investigadores Juan Hermosell e Isabel Romero, da Universidad de Extremadura, Facultad de Educación,Badajoz.
Legenda (da esquerda para a direita): Ernesto Candeias Martins (IPCB/ESE), Carlos Almeida (Diretor do Agrupamento Escolas João Roiz) e Juan Hermosell e Isabel Romero da Universidad de Extremadura, Facultad de Educación,Badajoz
Organizado pela coordenação da Licenciatura em Educação Básica do IPCB/ESE, Projeto de Inteligência Emocional (Universidad de Extremadura/Grespe, Espanha, e IPCB/ESE) e Direção do Agrupamento de Escolas João Roiz, este encontro teve por objetivos mostrar que os alunos devem “saber que a ansiedade é uma emoção negativa, pelo que deve ser controlada nas situações de frequências, testes e exames escolares e que para tal o relaxe, a motivação, os hábitos de saúde e os métodos de estudo são fundamentais; os professores e os pais/encarregados de educação devem ajudar os alunos transmitindo-lhes confiança e mantendo um diálogo interativo de modo a perceber as suas reações e dificuldades, ensinando-lhes mecanismos de atitudes positivas e assertivas.
O Colóquio além de abordar questões teóricas sobre as emoções e, especialmente, da ansiedade/stress, permitiu dar a conhecer várias técnicas de relaxamento (respiração, muscular) e a autoavaliação da ansiedade (escala).
O importante ao nível escolar é que professores e pais devem ter uma atenção especial para com os alunos com níveis de ansiedade elevados. Aprende-se ouvindo, observando, contemplando, imitando, confiando, refletindo, criticando, recriando e refazendo relações (modelo interativo). Nesta sessão, os oradores pretenderam aprofundar a caracterização do comportamento cognitivo e afetivo dos alunos ansiosos e não ansiosos nos testes/exames, ao longo das distintas fases do ciclo de realização de um teste/exame ao nível escolar. De acordo com os investigadores, a ansiedade é uma emoção natural, presente em todos os seres humanos, que é muito adaptável, pois alerta para uma ameaça em potencial e, quando é muito intensa, pode causar perda de controlo sobre o comportamento normal. O teste de ansiedade é uma reação emocional de um tipo negativo que é gerado na expetativa criada pela iminência ou a presença de um teste e que muitos alunos percebem como uma ameaça à sua pessoa. Por que é que isso acontece? Há muitas razões. Às vezes devido a uma experiência anterior como situações, acontecimentos ou eventos traumáticos vividos e, portanto, ameaçadores. Por vezes, a ansiedade é gerada pela insegurança causada sabendo que a preparação não foi adequada. As manifestações de ansiedade ocorrem em três níveis: motor, fisiológico e psicológico e têm como consequências a influência exercida pela ansiedade em processos de memória, evocação e desempenho intelectual. De um modo geral pode-se dizer que os altos níveis de ansiedade em reduzir a eficiência da aprendizagem, uma vez que diminui a concentração, atenção e de retenção, o que torna difícil lembrar e, portanto, de desempenho. Para combater os níveis de ansiedade, os investigadores defendem que os alunos devem adotar hábitos de vida saudáveis, de alimentação e repouso suficiente, principalmente na época de exames ou período de frequências, uma semana antes; ter uma técnica eficaz de estudo, com método/metodologia de compreensão do adquirido/aprendido e procedimentos de gestão do tempo (conheça as suas reações, o seu organismo e os períodos do dia mais rentáveis para o estudo); ter uma motivação suficiente, mesmo quando o assunto/meteria não é muito do nosso agrado (encontrar aqueles aspetos motivadores).realizem uma preparação mental (mentalização e interiorização) e usem técnicas de respiração e relaxação (muscular), relaxação progressiva de Jacobson e treino autógeno de Schultz. Os investigadores referem ainda que nas provas avaliativas os alunos menos ansiosos, comparativamente aos mais ansiosos são mais pré-dispostos a reagirem com maior preocupação e tensão (emocional) e a experimentarem mais pensamentos irrelevantes e mais reações corporais, em fase das situações de avaliação. Esta tendência ou pré-disposição para atitudes e/ou comportamentos de desânimo em fase das situações avaliativas ocorrem no contexto de sala de aula (ou lugar de avaliação), e para avaliarem negativamente essas mesmas situações. Antes dos testes, os alunos com níveis mais elevados de ansiedade evidenciam níveis superiores de preocupação e emocionalidade e mostram-se menos confidentes (auto-estima) nas suas capacidades e na sua competência para obterem bons resultados. Durante a prova de avaliação, os seus padrões de pensamento são mais de índole negativo, evidenciando um diálogo interno (‘ocupado’) de pensamentos irrelevantes para o teste/exame e para as auto-avaliações negativas. Os alunos de maior ansiedade reagem frequentemente ao rendimento escolar obtido no teste/exame com afectos e emoções de caráter negativo, principalmente perante a percepção de fracasso. Isto é, sentem-se deprimidos, receosos e incompetentes, além dos seus padrões atribuicionais, em caso de fracasso, serem mais internos e estáveis que os outros alunos com menor ansiedade. Por conseguinte é importante o relaxe e um método adequado de estudo (técnica) ao nível individual para colmatar estas situações de ansiedade e stress em situação de provas de avaliação. |
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