Anpromis aposta na formação para uma agricultura ainda mais competitiva
Escrito por CienciaPT   
28-May-2012

Com a participação de Albert Porte Laborde

 

No âmbito da sua política de crescimento, inovação e apoio ao sector, a Anpromis - Associação de Produtores Nacionais de Milho e Sorgo trouxe a Portugal Albert Porte Laborde, um dos mais conceituados consultores agrícolas para a cultura do milho. Foram mais de uma centena de técnicos e profissionais que tiveram oportunidade de reunir no Alentejo e no Ribatejo para trocar experiencias e avaliar in loco algumas parcelas da cultura de regadio com maior expressão em Portugal – o milho.

 

Anpromis aposta na formação para uma agricultura ainda mais competitiva

 

“O milho nas primeiras fases do seu desenvolvimento” foi o tema central da ação de formação que reuniu no Alentejo e Ribatejo mais de uma centena de profissionais do sector do milho. Estas foram ações que se realizaram com uma forte componente prática com visitas a diversas parcelas de milho, através das quais foi possível analisar in loco o desenvolvimento da cultura e os principais constrangimentos da cultura.

Destinadas a produtores de milho e técnicos agrícolas, as ações contaram com a experiencia de Albert Porte Laborde, o conceituado consultor agrícola e perito para a cultura do milho em França, que trouxe a Portugal o conhecimento de uma das mais avançadas e competitivas agriculturas da Europa.

Segundo Luís Vasconcellos e Souza «tendo em conta a actual conjuntura económica do nosso país é fundamental apoiar e fomentar de forma decidida a agricultura de Regadio, visto ser a única capaz de ser competitiva nas nossas condições de produção. O milho tem um elevado potencial de produção, que advém não só da riqueza dos recursos naturais disponíveis e dos elevados investimentos já realizados em infraestruturas (Alqueva), como também de uma nova geração de produtores mais especializados, que procura a constante inovação e a actualização dos seus conhecimentos, para aumentar a sua competitividade no mercado».

O milho tem sido, ao longo dos últimos anos, a cultura arvense mais representativa da agricultura de regadio nacional. Assumindo-se o regadio como um factor estratégico para o desenvolvimento e sustentabilidade da agricultura nacional, esta cultura tem um papel fundamental no ordenamento e competitividade do nosso território. «Acreditamos que o milho pode contribuir de forma decisiva para reduzir o défice comercial agrícola do nosso país, pois o seu cultivo em cerca de 20.000 hectares da área disponibilizada por Alqueva permitirá produzir mais 240.000 toneladas de milho, o que, recordamos, corresponde a cerca de 52 milhões de euros que permaneceriam no nosso país. Numa altura em que os investimentos na economia portuguesa e na sua agricultura são extremamente limitados, o nosso país não se pode dar ao luxo de desprezar quem produz riqueza e contribui, como nenhuma outra cultura, para o desenvolvimento do mundo rural português», acrescenta Luis Vasconcellos e Souza.