| UA apresenta soluções para baixo consumo e elevado conforto dos edifícios |
| Escrito por CienciaPT | |
| 07-Feb-2014 | |
Jornadas Casa Passiva 2014A sua casa é confortável? E sente-se confortável a pagar a fatura ou faturas energéticas da sua casa? Seja profissional, técnico, habitante ou simples interessado nas questões de energia e conforto do lar, saiba que a Universidade de Aveiro (UA) vai receber um encontro, dia 8 de março, no Anfiteatro do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, que discute soluções a aponta caminhos inspirados no conceito de PassivHaus e Net Zero Energy Buiding e que têm vindo a ser cada mais atual. É uma oportunidade rara para ouvir quem estuda, trabalha e habita em casas de baixo consumo e elevado conforto.
Designado Jornadas Casa Passiva, o encontro terá lugar no anfiteatro do Departamento de Engenharia Mecânica, a 8 de março, e é promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da UA e a pela Associação Casa Passiva que procura promover a arquitetura bioclimática em Portugal e do standard PassivHaus para atingir a meta dos edifícios de emissão quase nula em Portugal (Net Zero Energy Buildings). Ainda pouco divulgado em Portugal, o conceito Casa Passiva surgiu há cerca de 20 anos com as primeiras habitações construídas na Alemanha. Desde então, já se construíram mais de 40 mil edifícios de acordo com este conceito que é cada vez mais atual. As metas europeias estabelecem que os edifícios públicos, até 2018, e a construção residencial, até 2020, terão que cumprir os requisitos de baixo impacte energético, ou seja, Nearly Zero Energy Buildings (NZEB). Os princípios da Casa Passiva, de consumo energético baixo, qualidade do ar interior elevada e humidade relativa controladas, vão precisamente ao encontro destas metas estabelecidas para os países membros da União Europeia. Por outro lado, o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) que entrou em vigor em dezembro de 2013, vão também ao encontro dos princípios definidos no standard PassivHaus. Os promotores do encontro na UA, Romeu Vicente, Fernanda Rodrigues, docentes e investigadores do Departamento de Engenharia Civil, e a investigadora Ana Alves, esclarecem que Casa Passiva não significa necessariamente ausência de componentes tecnológicas em funcionamento, mas sim a sua compatibilização. Referem que há uma componente ativa necessária para garantir o controlo da humidade relativa e da qualidade do ar interior e consideram ainda que o conceito é aplicável a qualquer edifício, sendo, evidentemente, adaptado consonante a situação de partida e as soluções que for possível conceber. A Casa Passiva (PassivHaus Zero-Energy) é uma recente associação sem fins lucrativos que pretende promover o prática, divulgação e investigação da arquitetura bioclimática e do standard PassivHaus para atingir a meta dos edifícios de emissão quase nula em Portugal. As Jornadas Casa Passiva 2014 serão uma oportunidade a não perder para ouvir técnicos com longa experiência de aplicação do conceito, mas também para ouvir quem constrói e quem habita nestes edifícios. A receção de resumos com propostas de comunicação e de apresentação de pósteres decorre até 22 de fevereiro. |