
Artigo publicado na Nature Geosciences de janeiro de 2012
O planeta Mercúrio tem visto evoluir a sua rotação devido a impactos de grandes dimensões com asteroides, passando de uma rotação retrógrada para uma spin-órbita 3/2. Esta conclusão está patente num artigo de investigadores da Universidade de Aveiro, do Observatório de Paris e do Instituto de Física do Globo de Paris, que será publicado na edição de janeiro da Nature Geosciences.
O facto de a rotação de Mercúrio ter passado por uma fase de sincronização com o Sol explica igualmente uma série de outras observações. Como uma das faces estava sempre virada para o Sol, a face oposta estaria extremamente fria permitindo que a água trazida pelos cometas se acumulasse sob a forma de gelos, que posteriormente deram origem a “poços” de sublimação. As grandes diferenças de temperatura entre as duas faces do planeta explicam ainda as diferenças de espessura da litosfera do planeta. As consequências da rotação síncrona serão aprofundadas por novos estudos a ser efetuados pela sonda Messenger, atualmente em órbita de Mercúrio.
























































