
Uma investigação desenvolvida por um professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto permitiu observar um evento explosivo em duas estrelas muito jovens, rodeadas por um disco de poeira e gás e capazes de formar planetas. O estudo, que recorreu aos mais avançados telescópios do mundo, acaba de ser publicado na revista internacional “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.
O estudo que acaba de ser publicado conta com a colaboração de investigadores da Alemanha, Itália, França e Chile. A técnica utilizada na investigação é conhecida por interferometria e, de acordo com Paulo Garcia, permite obter informação com uma precisão angular 500 vezes superior a um telescópio num dos melhores observatórios do mundo. “Existe outra tecnologia - a ´ótica adaptativa´ - que corrige em tempo real a ´cintilação´ das estrelas. Mas mesmo assim, a interferometria obtém informação 50 vezes mais precisa angularmente. Esta tecnologia é muito importante porque as estrelas estão muito próximas e a sua separação angular é muito pequena”, destaca o investigador da FEUP.
























































