| O que falta aos spin-offs académicos? |
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| Escrito por CienciaPT | |
| 07-Oct-2013 | |
Um estudo, realizado em quatro países, em que o INESC TEC participou, concluiu que os spin-offs criados nas universidades e politécnicos têm uma visão muito técnica do negócio e descuram a vertente comercial, o que afeta o crescimento das empresas.
Spins-offs académicos, ou seja, empresas nascidas nas universidades e politécnicos em Portugal, na Holanda, na Polónia e na Finlândia têm dificuldade em obter financiamento e em chegar com sucesso aos mercados estrangeiros. A área das vendas também não é suficientemente valorizada pelos empreendedores académicos, que assumem uma visão muito técnica. A ausência de competências nestas três áreas chave conduz a um crescimento lento dos spin-offs académicos, muitos dos quais atravessam atualmente grandes dificuldades, e não só em Portugal. “Ter um bom produto não chega se ninguém o comprar”, refere Manuel Au-Yong Oliveira (investigador do INESC TEC). “Verifica-se que a área das vendas tem uma conotação negativa. Os empreendedores académicos têm muitas vezes a expetativa de que o produto se vende sozinho e por isso não apostam, em especial desde o início, em profissionais especializados nesta área, nem em estudos prévios de recetividade dos produtos e serviços pelo mercado, por exemplo em termos do preço a praticar.” Outro entrave ao crescimento das empresas empreendedoras nascidas da academia, nos países estudados, é obter capital. A crise financeira internacional faz com que os investidores se retraiam. A atravessar particulares dificuldades estão as empresas que dependem do mercado interno. As empresas a nível nacional não fogem à regra: “Portugal tem graves problemas de escala. Somos 10 milhões e o país está com dificuldades económicas”, explica o investigador do INESC TEC. Estas são as conclusões de um estudo, cujos parceiros portugueses são o INESC TEC e a Advancis Business Services, em que foram entrevistados e / ou inquiridos 99 CEOs de spin-offs académicas de quatro países: Portugal, Holanda, Polónia e Finlândia. Deste estudo saiu igualmente um Programa de Formação Avançada em áreas como “Vendas, Marketing e Inovação”, “Finanças” e “Internacionalização”, que já teve sessões piloto em três países. “Pretendemos dar um empurrãozinho aos empreendedores, portugueses mas não só, e ajudá-los a chegar mais longe”, assegura Manuel Au-Yong Oliveira. Os parceiros internacionais deste estudo são a Leaders2Be, a Universidade Técnica de Delft (ambas da Holanda) e a Universidade de Tecnologia de Lappeenranta (Finlândia). Este estudo integra-se no projeto “Spin-up”, financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Erasmus (cooperação entre Empresas e Universidades). |
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