| Estudo da Universidade Nova revela perfil típico do seu licenciado |
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| Escrito por CienciaPT | |
| 01-Nov-2013 | |
Licenciados trabalham maioritariamente no privado, em empresas prestadoras de serviços e prosseguem os seus estudosEstá empregado maioritariamente no privado, em particular no sector da prestação de serviços a empresas e continua a estudar. Este poderia ser o perfil típico do licenciado da Universidade NOVA de Lisboa, um ano depois de ter concluído o grau académico, que se pode extrair do mais recente estudo do Observatório de Inserção Profissional dos Diplomados da NOVA (ObipNOVA) sobre empregabilidade e inserção profissional.
O estudo, divulgado no dia do 40º aniversário da NOVA, teve por base as 9 escolas que constituem a Universidade e incidiu na caracterização da situação profissional dos diplomados em 2010/2011, um ano após a conclusão dos respectivos graus. As amostras constituídas, e que envolveram inquirição por contacto telefónico, apresentam níveis de confiança de 95% e margens de erro abaixo dos 5%. “Trata-se de uma metodologia que temos vindo a afinar e na qual acreditamos dada fiabilidade e nível de detalhe que proporciona. Com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, o ObipNOVA está a desenvolver um projecto que visa contribuir para a criação de condições que tornem possível no futuro a comparação dos dados que vêm a ser produzidos pelas Universidades de forma autónoma” explica António Rendas, Reitor da Universidade NOVA de Lisboa. Em termos globais, o estudo mostra que, sete em cada dez diplomados (licenciados, mestres e doutores) da NOVA estão inseridos no mercado de trabalho, um ano após a conclusão dos respectivos graus académicos. De acordo com os resultados do estudo, entre os licenciados da NOVA: 40,1% estavam inseridos no mercado de trabalho ao fim de um ano, 36,3% estavam inactivos (não estavam empregados nem activamente à procura de emprego), 18,6% desempregados e 5% eram bolseiros. Porém, quase de metade dos licenciados a trabalhar e a maioria dos licenciados desempregados tinham optado por prosseguir os seus estudos. A esmagadora maioria dos inactivos estava igualmente a continuar os estudos. “O processo de Bolonha veio aparentemente retirar algum do valor diferenciador à licenciatura e levar um número muito considerável de alunos a decidir prolongar os respectivos estudos, como mostram as elevadas taxas de prossecução de estudos. A taxa de desemprego entre Mestres e Doutores é acentuadamente mais baixa do que entre os Licenciados. Por outro lado, um estudo recente da OCDE1 veio mostrar que nos últimos 15 anos as taxas de emprego entre diplomados do ensino superior têm sido sempre superiores face aos restantes e que o contexto económico apenas acentuou assimetrias e conduzindo a um aumento do desemprego que é especialmente dramático entre quem não tem diploma de ensino superior” explica Amália Botelho, Pró-Reitora da NOVA. No caso dos mestres, 85,6% estavam no mercado de trabalho ao fim de um ano, 8,7% estavam desempregados, 5,1% inactivos e 0,6% eram bolseiros. Entre os doutorados os valores são algo semelhantes: 92,3% estavam empregados, 3,1% desempregados, 2,3% inactivos e 2,3% eram bolseiros. Outro dado particularmente relevante é o facto de, entre os graduados da NOVA, haver uma relação muito forte do grau de adequação entre a actividade profissional e o nível de instrução. Recorrendo aos critérios do Eurostat o estudo mostra que o grau de adequação entre licenciados atinge os 71,3%, nos Mestres é de 94,9% e nos Doutorados chega aos 100%. O valor médio da adequação entre os diplomados da NOVA cifra-se nos 91%. A média nacional situa-se nos 80% . “O que este dado vem mostrar é que no final da formação académica existe uma correspondência assinalável entre o nível de instrução e a actividade profissional que desempenham, o que é muito relevante” acrescenta António Rendas. O estudo agora apresentado mostra igualmente quais os sectores de actividade onde, ao fim de um ano, estavam colocados os diplomados da NOVA. Entre os licenciados, onde o privado absorve um pouco mais de metade seguido pela administração pública, 24% trabalhavam na prestação de serviços a empresas, 15,6% no sector do comércio, restaurantes e hotéis, 14,4% na educação. Seguiam-se depois serviços artísticos e culturais (9,3%), a banca e seguros (8,2%) e outros sectores com menor expressão. No caso dos Mestres a situação muda substancialmente. 20% estavam no sector da educação, 19,7% no sector da saúde e acção social, 18,5% no sector de serviços e 15,6% na indústria transformadora seguindo-se outros sectores com menor expressão. Também aqui o sector privado é responsável pelo recrutamento de metade dos Mestres. Entre os doutores o sector da educação absorvia 76,7% dos doutorados, seguindo-se depois os sectores da saúde e acção social e dos serviços artísticos e culturais com 5% e 4,2% respectivamente. Aqui, o Sector público predominava. Já em relação à remuneração média líquida dos diplomados da NOVA, com idades compreendidas entre os 15-34 anos, os resultados do estudo apontam para os 1.184€. A média nacional para a mesma faixa etária, situa-se nos 904€ . Por fim, o estudo procurou perceber o nível de envolvimento dos alunos com a NOVA. E aqui há indícios de um elevado grau de satisfação com a Universidade, tendo os inquiridos declarado que voltariam a escolher o mesmo estabelecimento de Ensino: 88,1% entre os licenciados, 91,7% entre os mestres, e 93,1% entre os doutores. |
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| Actualizado em ( 01-Nov-2013 ) |
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